Desfile
Portugal

Bragança:

Caretos de Grijó
Caretos da Parada
Caretos de Salsas
Caretos de Varge

Vinhais:

Máscaros de Vila Boa

Ílhavo:

Cardadores de Vale de Ílhavo

Macedo de Cavaleiros:

Caretos de Podence

Coimbra:

Entrudo das Aldeias do Xisto de Góis

Mira:

Caretos da Lagoa

Miranda do Douro:

Pauliteiros de Miranda

Mirandela:

Madamas e Caretos de Torre de Dona Chama

Mogadouro:

Chocaleiros de Bemposta
Festa dos Velhos de Bruço
Velho de Vale do Porco
Farandulo de Tó
O Careto e a Velha de Valverde

Viana do Castelo:

Brutamontes de Auto Floripes

Vila Real:

Maio de Nogueira
Espanha

Aranda de Duero

Los Gigantes y Cabezudos

Asturias:

Los Sidros y la Comedia de Valdesoto
Real Banda de Gaitas de Oviedo

Cáceres:

Las Carantoñas de San Sebastián
Jarramplas

Catalunha:

Los Gigantes de Sant Jordi del Tricentenário

Galiza:

Bonitas de Sande
Carnaval de Cobres
Los Boteiros y Folión de Viana de Bolo
Los Danzantes y los Boteiros de Vilariño de Conso
Los Peliqueiros y Parrafón de Campobecerros

Guadalajara:

Los Diablos de Luzón

León:

Los Jurrus y Birrias de Alija del Infantado
Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina

Salamanca:

Los Hombres de Musgo de Béjar

Zamora:

Los Carnavales de Villanueva de Valrojo
Mundo

Brasil:

Boi Bumbá

Colômbia:

Carnaval de Barranquilla

Perú:

Diablada

Caretos de Grijó - Bragança

Com o passar dos séculos, os rituais arcaicos do eterno retorno e da fundação agrária foram-se combinando com o calendário do Natal e com a celebração em honra de Santo Estevão, profundamente cruzada com a Festa dos Rapazes. Em Grijó da Parada, as máscaras distinguem-se pelos traços bem esculpidos na madeira e pela língua a pender da boca. As figuras do Rei e do Bispo ganham especial destaque nesta altura e, no Carnaval, dão lugar à do Diabo, que acaba queimado em praça pública.

Caretos da Parada - Bragança

Oficial e juridicamente constituídos como “Associação dos Caretos de Parada de Infanções” em 2014, estes mascarados mostram que levam muito a sério a perpetuação das ancestrais expressões de folia e crença. Estes mordomos, que até já incluem mulheres nas suas fileiras, emprestam o seu colorido a desfiles no estrangeiro, prosseguem ativamente a promoção das festas da Parada e assumem orgulhosamente o papel de “embaixadores da cultura e das tradições” da sua zona.

Caretos de Salsas - Bragança

Com o nome que deriva da “careta”, máscara feita em cortiça ou madeira pelo artesão da aldeia (e pintada de vermelho, castanho e preto, cores comuns também aos fatos de lã com franjas), estes homens aparecem por ocasião da Festa dos Reis, aproveitando a calada da noite para irromper pelas casas do sul de Bragança adentro, em busca de raparigas solteiras. Mas regem-se por um código de conduta com deveres e mandamentos, onde se incluem “não passar despercebido”, “não sentar, não deitar, nem rebolar pelo chão” e “ser solteiro e bom rapaz”.

Caretos de Varge - Bragança

Em Varge (Bragança), depois da missa de Natal, os Caretos percorrem as ruas da vila, instalendo o caos no grupo e na multidão que os acompanha. Ouvem-se gritos, imponente figuras de tiras coloridas saltam e dão cambalhotas.
No meio do ceremonial um dos caretos sobe ao carro e declama as “loas”, quadras satíricas que visam e denunciam vizinhos e autoridades da terra. No final de cada quadra a comitiva dos caretos aplaude com gritos, chocalhadas e saltos.

Máscaros de Vila Boa - Vinhais

Foi batizada Vinhais por ser “terra de vinhas e vinhedos”, vai-se afirmando cada vez mais como a capital do fumeiro, mas continua afamada pelos seus caretos que, na sua Vila Boa, se assumem como seres transcendentes, entre o humano e o divino. Trajam calças e casaco, a sua máscara pode ser até de folha de zinco pintada, e os seus chocalhos são purgadores de malefícios. Associados à renovação que a transição do ano traz, diz-se dos caretos de Vila Boa que gostam de lançar a confusão à saída da missa e sair à caça de enchidos.

Cardadores de Vale de Ílhavo - Ílhavo

É ao cardar da lã que estas figuras carnavalescas vão buscar a sua inspiração, mas estes cardadores com uma diferença substituem as ovelhas pelas pessoas e manifestam especial predileção pelas raparigas das redondezas. Nas suas máscaras usam pele de carneiro, cortiça, bigodes de boi, asas de aves, fitas e, atentem no requinte, um determinado perfume.
Se não acreditam peçam para ver de perto: não abdicam de várias peças de roupa interior de mulher.

Caretos de Podence - Macedo dos Cavaleiros

Facilmente identificáveis pelas franjas com as fortes cores de vermelho, amarelo e verde, que os cobrem de alto a baixo, o visual dos Caretos de Podence fica completo com uma máscara rudimentar de nariz pontiagudo em folha-de-flandres ou cabedal. O pau serve de apoio aos saltos e correrias, os chocalhos à cintura querem chamar a atenção das mulheres e a tradição até contempla a celebração de “contratos casamenteiros” na noite de Domingo Gordo. Correm mundo e fazem animação por Portugal inteiro, tendo sido constituídos como associação cultural em 1985.

Entrudo das Aldeias do Xisto de Góis - Coimbra

Vale tudo nesta festa: as mulheres disfarçam-se de homens, os homens disfarçam-se de mulheres e cada qual recorre àquilo que encontrar mais à mão. E que tanto pode ser a boa da serapilheira como o peneiro das abelhas, fronhas antigas ou trapos velhos, lã de ovelha ou dentes de javali. Recomenda-se apenas atenção na seleção do sobreiro por forma a encontrar um pedaço de cortiça de requintes demoníacos. O importante é que ninguém corra o risco de ser reconhecido para poder, impunemente, declamar quadras jocosas e pregar partidas, seduzir jovens e assustar velhas.

Caretos da Lagoa - Mira

Apresentam-se como um “grupo de mascarados que mantém a antiga tradição dos caretos no lugar de Lagoa” e sentem-se imbuídos de uma vontade indestrutível, que só sai reforçada pela vivência coletiva. Um exemplo: cada qual veste a saia vermelha e a camisa branca, mas a cinta tem de ser colocada em conjunto, num ritual pleno de significado, que tem o seu auge no coroar ornamentado de fitinhas coloridas em redor de uma máscara – a que chamam Campina, com peles, cornos e dentes – animalesca. O objetivo é só um: chamar a atenção das donzelas.

Pauliteiros de Miranda - Miranda do Douro

Pauliteiro deriva de “paulito” e é o nome dado ao homem que se especializa na Dança dos Paus, tradição guerreira de Miranda do Douro. Da origem defensiva para a arte coordenada, os Pauliteiros de Miranda, como são mais comumente chamados, vão correndo mundo em grupos de oito a mostrar a sua perícia de movimentos (acompanhada pela sonoridade da gaita-de-foles, da flauta pastoril, do bombo, das castanholas e das suas “lhaças” ou melodias) e que já foram distinguidos com o Prémio Europeu de Folclore. Vestem saias bordadas, camisas de linho brancas, lenços coloridos aos ombros e chapéus com flores à cabeça.

Madamas e Caretos de Torre de Dona Chama - Mirandela

A Festa dos Caretos, dos Rapazes e de Santo Estevão de Torre Dona Chama começa na noite de 25 de Dezembro, com o deitar dos "Jogos à Praça" em que, com os seus embudes, os mordomos, em ronda pelas ruas da vila, vão chamando "nomes" que satirizam os donos das casas. A festa continua toda a noite no largo da berroa, com a fogueira sempre acesa, o café, o vinho e o bacalhau assado para manter acordada a alegria da festividade, até à madrugada quando é hora de saírem de novo em ronda pela vila a Ciganada. Mais tarde, já a meio da manhã sai mais uma ronda com novos personagens, as madamas que oferecem cómicos petiscos crus de batata e rábano. Depois do almoço decorre a missa de Santo Estevão e a Bênção do Pão, onde já estão presentes todos os personagens, que hão-de entrar depois no clímax da festa. No ato final corre-se a Mourisca, uma procissão teatral, em que toda a vila é cenário, público e ator. Percorrem as ruas desde a igreja ao largo da feira, caçadores, caretos e mouriscas que correm e jogam entre si, ora protegendo o rei cristão ora tentando conquistar o domínio mouro, até que finalmente se incendeia o castelo e se confirma e recorda assim este momento histórico de reconquista.

Chocalheiro de Bemposta - Mogadouro

Há uma lenda antiga segundo a qual, depois de ter tentado Nossa Senhora, o demónio terá sido castigado a pedir esmola para Ela e para o Seu Filho. Essa lenda ressoa ainda hoje, entre o Natal e o Novo Ano, num peditório por toda a aldeia que também é apelo à fertilidade, simbolizada pela serpente que este chocalheiro demoníaco tem enrolada no corpo e exibe ao ombro. O seu fato de estopa e a máscara com cornos e laranjas nas extremidades estão conservados para a posteridade no Museu de Etnografia em Lisboa.

Festa dos Velhos de Bruçó - Mogadouro

Tradição pagã com cenas da vida de dois casais envergando máscaras de plástico pintadas: um de velhos e outro de jovens. Este último é composto pela Sécia, mulher leviana que tenta seduzir os jovens que cruzam o seu caminho, e pelo Soldado, que tem a missão de a proteger e afastar a sua corte. O desfile adota comportamentos burlescos provocadores e tropelias de pendor sensual, sem esquecer de angariar dádivas para o altar de Nossa Senhora, que são recolhidas pelos velhos, também responsáveis por manter a ordem pública, de cajado na mão.

Velho de Vale do Porco - Mogadouro

A transição para o novo ano assinala-se com a figura de um velho de inspiração demoníaca que se modernizou ao ponto de já ter página de Facebook, mas que continua fiel a rituais antigos como a execução da sua máscara pelo Cangueiro de Palaçoulo. No seu fato inteiro de serapilheira, coroado com a vermelha careta de pau, percorre a aldeia, no dia de Natal, ao som dos chocalhos, alvoraçando a garotada, em missão de peditório para o menino Jesus, recolhendo cepo para a fogueira da praça central (que se realiza nos dias de Natal e de Ano Novo) e contribuindo para a folia coletiva.

Brutamontes do Auto de Floripes - Viana do Castelo

Esta personagem da peça de teatro Auto de Floripes aparece como o mascarado de excelência, figura caraterística da cultura popular universal, que munido de um bastão de madeira comprido (coca), tem a função de intimidar os cristãos com o estranho, o desconhecido e o diferente.
O Brutamontes é assim o mascarado caraterístico do entrudo local do Vale do Ulla que, para além do bastão de madeira, da cabeça de pelo de ovelha e de um par de cornos de touro, tem como função assustar todos os presentes na tradição, numa contínua dança entre o irracional e emocional que a condição humana nos impõe desde dos primórdios e cuja evolução intelectual, social e cultural não apaga.

Farandulo de Tó - Mogadouro

Esta figura faz parte da festa de Solstício de Inverno em Tó, aparecendo nas ruas da aldeia no dia de Ano Novo. A festividade envolve quatro personagens, tendo o Farandulo o papel principal na celebração. Vestido com um casaco velho, do avesso, e uma saia sobre as calças, usa ainda um colar feito de carrinhos de linha em madeira e um saco a tiracolo. A cara é suja de carvão e na cabeça enverga uma coroa preta, feita de cartão, com uma caveira e dois ossos desenhados. Junto com a Sécia, o Moço e o Mordomo, o Farandulo brinda a população com encenações e perseguições amorosas que fazem as delícias de quem assiste.

O Careto e a Velha de Valverde - Mogadouro

Recentemente recuperada, esta tradição do Careto esteve desaparecida durante 100 anos. No dia 25 de Dezembro, o Careto sai à rua acompanhado da personagem da Velha. Juntos realizam um peditório pela localidade para depois se fazer um leilão dos bens recolhidos. O Careto usa uma máscara preta com a língua pendurada a sair-lhe da boca e um fato colorido. A Velha tem uma máscara feita de pele de ovelha e no braço carrega uma cesta.

Maio de Nogueira - Vila Real

A organização do «Maio» de Nogueira envolve um pequeno grupo de homens que se reúne para colher colectivamente as giestas, uma espécie arbustiva orlada a amarelo vivo que provoca um choque visual agradável quando acenado ao ar ou é feito pairar sobre a cabeça dos participantes e observadores do cortejo, além do seu característico cheiro. Este grupo desloca-se em direcção às terras incultas, procedendo aí ao seu desmatamento e carreteando posteriormente a ramagem para a concepção da estrutura do «Maio», que será envergada por um homem quando concluída. Contam os informadores que, em tempos, quando havia mais população a trabalhar nos campos, ao fim da campanha diária do primeiro dia do mês de Maio, era designado um trabalhador que, estendido no chão, se sujeitava a envergar o disfarce cingido ao seu corpo por cordas concebidas em matéria vegetal, ao contrário da estrutura metálica que recentemente foi produzida; erguendo-se para a folia pelas ruas da população até a um centro onde se concluía o divertimento, eram-lhe suspendidas enxadas nas ramagens e ele lá ia, abanando-se e produzindo ruído com o chocalhar das alfaias agrícolas, como se o campo infértil tomasse vida própria e decidisse mostrá-lo às gentes, embora transportando consigo a marca da humanização: o instrumento do ganha-pão. No folguedo, a máscara deveria ocultar o seu portador, mas persistem os volteios, os abanões, a contenção da sua presença, a incitação à dança, uma forma de controlo do brotar espontâneo e selvagem das espécies incultas que devem ser condicionadas pela mão do homem. Ao som da cantiga “Viva, Viva, Viva o Maio / Maio, Maio Moço, chama-se João / Anda na campanha, lindo capitão / Ele lá vai, ele lá vem / Pelas hortas de Santarém” o «Maio», que comanda o trabalho, que estabelece o seu ritmo, que gera a ordem das colheitas, que vai e volta para germinar os campos, que se movimenta em prol das sementeiras), menciona o carácter intersexual da festividade, com a presença de ambos os sexos no planeamento e interpretação da variedade de personagens, assinala a censura feita a quem não contribui com géneros alimentares ou dinheiro para a organização, remetendo a matéria da mordomia e a indicação de autoridade de alguns indivíduos sobre os outros, investidos pelo ciclo ritual, para a análise da organização social do trabalho ritual.

Los Sidros y la Comedia de Valdesoto - Asturias

Chama-se “Comédia” à sarcástica representação teatral que sempre se repete no primeiro domingo a seguir ao de Reis, dando continuidade à tradição de máscaras de inverno e fazendo um balanço dos eventos da atualidade. Esta encenação compõe-se com um casal de velhos, duas damas e dois galãs, dois tontos, um cego com seu criado e um diabo. Conta ainda com quatro figuras de recorte animalesco e cauda que saúda as moças: os Sidros que a anunciam à população. Vêm munidos de uma vara que providencia suporte para os pulos no ar e dos chocalhos que fazem virar cabeças.

Los Gigantes y Cabezudos de Aranda de Duero - Burgos

Esta tradição, com origem na Idade Média, é partilhada por inúmeras cidades de Espanha, no entanto em Aranda de Duero o surgimento destas figuras não aparece documentado até à primeira metade do século XX.
Especula-se que os Gigantes y Cabezudos existam há muitos anos e que tinham a finalidade de divertir os mais pequenos, no entanto só em 1933 é que a tradição foi incluída no calendário de festas de Aranda de Duero.
Bonecos de grande dimensão em que a cabeça e as mãos são feitas de pasta de papel e fibra de vidro, assim se apresentam os Gigantes de Aranda. O corpo é suportado por uma estrutura de madeira, coberta por leves tecidos, para que possa ser carregada por uma só pessoa (membro da Asociación de Giagantes y Cabezudos).
Já os Cabezudos ostentam enormes e chamativas cabeças feitas de pasta de papel e vestem uma indumentária característica do cancionero arandino, figura popular da história da cidade. O seu papel é perseguir as crianças e os jovens de Aranda com o objetivo de lhes aplicar umas valentes “vassouradas” com as pequenas vassouras que trazem consigo.

Las Carantoñas de San Sebastián, Acehúche - Caceres

Pela vintena de janeiro repete-se anualmente este ritual em honra de São Sebastião, soldado romano martirizado por não renegar a fé cristã, que terá sido amarrado, alvejado por setas, mas poupado pelas feras, que lhe terão reconhecido a santidade, segundo reza a lenda, e encontrado ainda vivo pelos seus. A carantonha é sempre envergada por um homem, movido pelo pagamento de uma promessa, e a sua colocação requer um esforço coletivo. De pelugem abundante, simboliza a bestialidade, o grotesco, e coloca Acehúche no mapa das festas de máscaras.

Jarramplas - Caceres

As Jarramplas de janeiro trocam o arremesso do tomate, famoso noutras partes do país, pelo do nabo e foram elevadas a Festas de Interesse Nacional em Espanha. O alvo é sempre e só um mascarado (de cabeça coberta por fibra de vidro pintada, cornos ostensivos e fitas coloridas pelo corpo inteiro), que representa um ladrão de gado à mercê da justiça da população.

Los Gigantes de Sant Jordi del Tricentenário - Catalunha

A tradição dos Gigantes na Catalunha remosnta há muitos séculos. De carácter religioso este gigantes participavam nas festividades de Corpus Cristi. Atualmente esta tradição já não se encontra ligada ao simbolismo religioso de outrora, tornando-se de cáracter mais popular. Na Catalunha a grande maioria das cidades, vilas e bairros têm os seus próprios gigantes que participam das maiores festas e os representam em todo o território. Geralmente estes gigantes representam ilustres figuras do seu território de origem.
Los gigantes de Sant Jordi y del Tricentenario aparecem apenas em ocasiões importantes. Representantes e símbolos da Barcelona barroca, estas personagens foram construidas através de um rigor histórico, ostentando uma fiel cópia da indumentária barroca do século XVIII.

Bonitas de Sande - Galiza

Em Sande existem três classes de máscaras, os “abutardas” e “foleiros” que benzem a população com formigas, farinha e até excrementos; os “tisnados” que se disfarçam pintando a cara de negro e as “bonitas”. As “bonitas” são disfarces elegantes que têm a cara tapada por uma máscara de rede onde olhos, nariz e boca são pintados. A isto juntam ainda um bonito toucado de penas. Apresentam-se vestidos com calças e camisa branca, gravata colorida, pano à cintura à laia de saia, dois lenços de coloridos cruzados no dorso, sapatos escuros, polainas pretas engalanadas com fitas coloridas e na mão uma pequena vara.

Carnaval de Cobres - Galiza

Durante os dias em que se celebra o Carnaval, de sábado a terça-feira, a partir das dez da manhã até ao pôr-do-sol, as “Madamas” e os “Galáns” percorrem as casas das paróquias de Santa Cristina e San Adrián. Acompanhados por gaiteiros bailam, ao som da sua música e presenteiam o público por onde quer que passem. Com a sua alegria, a música (jotas, muiñeiras, el agarrado) e a popular Danza de Cobres, levam a festa de porta em porta a todos os vizinhos. Uma Madama acompanhada de um Galán entra nas casas, fazendo lembrar tempos da juventude.
A Madama apresenta-se com trajes pensados até ao mais pequeno detalhe; fitas, missangas, relógios são alguns dos elementos que acompanham os seus suntuosos chapéus (que podem chegar a pesar 7 kilos) e joias de verdade. O Galán veste um traje que se assemelha nas cores ao do da Madama, ficando composto com um chapéu com flores.
Em recompensa por esta partilha de uma tradição ancestral é feito um pequeno donativo a estas duas figuras, sendo mais tarde celebrado com foguetes.

Los Boteiros y Folión de Viana do Bolo - Galiza

Figuras indissociáveis do folclore da Galiza, os Boteiros não rejeitam cores, chocalhos, cornos e flores dos rituais antigos, numa ornamentação requintada. Os de Viana do Bolo fazem-se acompanhar dos Foliões que anunciam o desfile e chamam as gentes com os estrondosos bombos de percussão. Podem ser grupos de 30 ou 40 membros e as suas máscaras variam por forma a representar as diversas paróquias, mas não abdicam das ferramentas agrícolas. Os festejos culminam no dia de Entrudo com a Festa da Androlla, salsicha típica da zona.

Los Danzantes y los Boteiros de Vilariño de Conso - Galiza

Variam muito nos enfeites, mas são sempre surpreendentes, estas máscaras coloridas, muitas vezes encimadas por pormenores dignos de andores. Chamam-lhes Boteiros por originarem na base da madeira de bétula, trabalhada à mão, pintada de preto e rematada com pormenores vermelhos. As calças são vermelhas e as camisas bordadas, com fitas coloridas. A seu lado encontramos os Dançantes e os Tocadores, que todos os anos se voltam a reunir na sede municipal, para celebrar o Domingo Gordo.

Los Peliqueiros y Parrafón de Campobecerros - Galiza

Campobecerros é uma pequena aldeia do Maciço Central ourensano, situada no concelho de Castrelo do Val, onde a tradição do entroido é, desde remotos tempos, preservada pelas gentes da terra, sobrevivendo às proibições e ao êxodo rural.
Todos os anos a 1 de Janeiro os Peliqueiros fazem soar os chocalhos por toda a aldeia, correndo e saltando com seus vistosos e elegantes trajes, perseguindo quem se atreva a cruzar o seu caminho. O Parranfón “invade” as casas dos vizinhos e mete-se com eles, não deixando que a sua verdadeira identidade seja descoberta. Durante a tradição também há lugar para a vaca do entroido que se entretém a levantar as saias das mulheres da aldeia.
Para terminar esta tradição de ritos e rituais de fecundidade e fertilidade joga-se farinha e formigas a todos os vizinhos e visitantes que assistem a esta tradicional festa de entroido.

Los Diablos de Luzón - Guadalajara

Os homens de Luzón aproveitam o sábado de Carnaval para se transfigurarem em bestas demoníacas. Cobrem-se de preto dos pés à cabeça, coroada por chifres de touro; carregam chocalhos à cintura e levam na boca pedaços de batata crua simulando dentes disformes. Entretêm-se a perseguir todos os que não estiverem mascarados como eles, alargando o fito inicial de atazanar as raparigas desta zona tão próxima do rio Tajuña, um subafluente do Tejo que agora visitam.

Los Jurrus y Birrias de Alija del Infantado - León

Em Alija del Infantado, a cada ano, com a primeira lua cheia, eram encenados os ataques dos Hunos (“Jurrus”) aos celtas, que se sediaram em Castros no norte da Península Ibérica. Uns cobriam os rostos com máscaras, vestiam roupas de linho branco e as armas eram tenazes com dentes, “jurrando” a todos os castrenses que encontravam no caminho, estes defendiam-se com lanças e “mazos” (armas escandinavas). Atualmente este ritual é celebrado por altura do Entrudo, no domingo antes da terça-feira de Carnaval, levando uma autêntica representação teatral, onde gritos guturais e o incessante som dos tambores são uma constante.

Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina - León

Os ritos imemoriais de caça e fertilidade cristalizaram-se numa celebração carnavalesca que não discrimina idades. Em Velilla de La Reina, dos garotos aos anciães, todos são bem-vindos numa mescla de veneração do animal com a paródia agrícola e a representação religiosa. Sempre com o objetivo primordial de… (adivinharam) assustar as donzelas por casar. Do emaranhado festivo destacam-se um touro e um guieiro que lhe orienta o caminho; o trajar faz-se de branco com uns distintivos leques coloridos à cabeça, complementados com chocalhos e ancinhos.

Los Hombres de Musgo de Béjar - Salamanca

Terá sido algures no século XII, mais ano menos ano; mas o dia toda a gente sabe com precisão, ou não tivesse sido uma véspera de 17 de junho, dedicado à Festa de Santa Marina, virgem que tinha o hábito de se disfarçar. E em sua honra, os cristãos decidiram cobrir-se de musgo. O disfarce aguçou-lhes o engenho e decidiram aproveitar-se da camuflagem para recuperar aos muçulmanos a fortaleza da cidade. No século XIV, esta festa fundiu-se com a do Corpo de Cristo e continua a atrair visitantes de toda a Espanha e mais além.

Los Carnavales de Villanueva de Valrojo - Zamora

O Entrudo é colorido em Villanueva de Valrojo, onde os foliões saem à rua com fatos de padrões generosos e as máscaras de plástico se misturam com as de cortiça ou cobre, os cornos e os chocalhos. Com origem nos rituais antigos de purificação com vista à fertilidade, os festejos envolvem a perseguição com tenazes de longo alcance, que permitem chegar às varandas das raparigas casadoiras e hoje em dia atentam também contra os demais, num fim-de-semana de arromba.

Real Banda de Gaitas de Oviedo - Asturias

Este ano o Festival Internacional da Máscara Ibérica tem o prazer de anunciar a presença da Real Banda de Gaitas de Oviedo que irá atuar no dia 6 de Maio, pelas 12h00, no Jardim da Praça do Império.
Criada no final de 1992, a Real Banda de Gaitas de Oviedo leva até ao público a música tradicional das Astúrias, transmitindo o sentir das gentes do norte de Espanha.
Presença constante nos eventos e cerimónias que decorrem na cidade, a Real Banda de Gaitas de Oviedo é constituída por 101 músicos que conjugam a sua vida profissional com a participação neste projeto que promove e divulga o som tradicional da gaita asturiana, tornando-a uma referência cultural da cidade de Oviedo, que hoje em dia é reconhecida um pouco por todo o mundo.
Realizando mais de 85 apresentações por ano, a Real Banda de Gaitas de Oviedo já atuou em várias cidades de Espanha (Madrid, Galiza, León, Zamora, Sevilha, entre outras) e além-fronteiras como é o exemplo de cidades de França, Itália, EUA, Brasil, China e este ano Portugal (Lisboa).
Para além da banda principal, e inserida na mesma, também foi criada em 1999 a banda de gaitas “Vetusta”. Composta apenas por crianças a banda serve de introdução para a grande atuação da Real Banda. À semelhança da banda principal, as suas atuações têm vindo a despertar cada vez mais interesse, realizando atualmente um total de 25 atuações anuais.
Poderá assistir, ao vivo, à atuação da Real Banda de Gaitas de Oviedo no Festival Internacional da Máscara Ibérica e impressionar-se com vários aspetos tradicionais da cultura asturiana.

Boi Bumbá - Brasil

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Carnaval de Barranquilla - Colômbia

O Carnaval de Barranquilla é uma das maiores festas tradicionais da Colômbia. Caracteriza-se pela sua contagiante alegria, animação, sentimento de liberdade e claro pelos originais e impactantes trajes e máscaras.
Esta reunião de expressões culturais, síntese das tradições dos povos do rio Magdalena e de algumas populações do Caribe (como é o exemplo de Santa Marta e Cartagena) proporciona uma experiência significativa, partilhada por toda a comunidade da cidade de Barranquilla, transformando as ruas em cenários lúdicos e festivos, onde são realizadas danças de origem africana e indígena e protagonizados desfiles de trajes e máscaras.
Por altura do Carnaval em Barranquilla tudo se transforma na cidade, dando-se espaço para a magia. Perde-se a noção do que é verdade e do que é mentira, nas ruas surgem monstros do mar, da terra e das galáxias que se juntam as tradicionais figuras, como os toritos com as suas máscaras de madeira, os protagonistas das Danzas de Congos, os bailadores de la Cumbia e ainda os soldados do século XVIII, também responsáveis pelas Danzas del Paloteo.
Muitas das expressões que enriquecem este carnaval típico são produto do intercâmbio cultural que aí acontece. Esta congregação de elementos culturais transformam Barranquilla num local de preservação e divulgação cultural, para além de um testemunho vivo desta tradição folclórica.
Um espetáculo onde ao mesmo tempo convivem a tradição e a criatividade, onde a realidade se converte em mito e a música e sátira marcam sempre presença.

Diablada - Perú

A Diablada é uma dança assim chamada, pela máscara e o traje de diabo que é usado pelos bailarinos. A dança representa a confronto entre as forças do bem e do mal, reunindo tanto os elementos próprios da religião católica introduzida durante a presença hispânica como do ritual tradicional andino. Na atualidade esta dança é praticada em diversas regiões andinas e altiplanas da América do Sul, ocidente de Bolívia, sul do Peru.
Em 1577, os jesuítas que se estabeleceram em Puno (Perú) durante os dias festivos, realizavam teatros, os quais os Aymaras (cultura ancestral e autóctone do Lago Titicaca) estavam acostumados apresentando comédias e auto sacramentais. Os jesuítas ensinaram aos nativos, um canto – dança sobre os sete pecados capitais e como os anjos vencem os demónios, para cristianizar os habitantes da zona.
Também se afirma que a diablada puneña tem origem na Dança de Anchanchu que é anterior aos autos sacramentais.
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